sábado, 23 de fevereiro de 2008

Sábado

acabo de me sentar no sofá, com o portátil ao colo. acordei há perto de 1h. tomei o 1º pequeno almoço do dia, o que significa que daqui a pouco vou correr.
olho pela janela da sala. o dia está cinzento. chove. não apetece sair. as crianças dormem e repõem o sono perdido nas rotinas da semana.
na a5 consigo ver o movimento dos carros da gente que num sábado de manhã cedo já vive as suas vidas, seja por motivos profissionais, seja para desfrutar do tempo livre do sábado.

há vento, ouve-se o silvo por entre as frestas da janela. a chuva cai diagonalmente. o vento está norte (até pareço um entendido). volto a olhar pela janela. há poucos anos tinha a vista desimpedida para o outro lado da a5, para a zona de carnaxide. ainda se via algum campo verde, sobretudo nestes dias molhados.
agora, agora há muitos prédios, de todos os feitios. hoje em particular tenho uma vista cinzenta - os prédios envolvidos por uma espécie de manto nebuloso.
apenas cinzento.
são sete horas e cinquenta e sete minutos. daqui a 33 minutos vou correr 13 km. vou apanhar uma molha, levar uma tareia do vento, chegar encharcado, a escorrer água e suor, com lama e terra nas canelas e nas sapatilhas.
um pouco mais livre ou um pouco mais louco?
haverá assim tanta diferença entre os 2 estados?

o que me implele a correr num dia destes?
ab

1 comentário:

Nuno disse...

O que nos impele a correr num dia assim, amigo, é porque ao corrermos com dificuldades, sejam elas fisícas ou meterológicas, estamos a superarmo-nos.Estamos a lutar contra a adversidade. E no final, sentimo-nos felizes, porque, eu fui lá para fora, apanhei uma carga de água, estou totalmente ensopado, cansado, mas sinto-me feliz. Fui fazer o que os outros não querem fazer, nem têm coragem para tal.
De facto, só quem pratica esta modalidade com afinco e prazer, sabe o quão felizes nós ficamos quando nos superamos.
como eu o percebo, amigo.
um abraço
Nuno