domingo, 23 de novembro de 2008

Sándor Márai - As velas ardem até ao fim

já aqui falei deste livro, como "um dos" na minha vida.
hoje deixo - penso - algo de precioso:


"depois dos noventa as pessoas já não envelhecem como depois dos cinquenta ou sessenta. envelhecem sem ressentimento."

"a amizade deles era tão séria e silenciosa , como todos os grandes sentimentos que duram uma vida inteira."

"um dia temos que perder a pessoa que amamos. e se alguém não suporta isso, não vale o esforço, porque não é um homem íntegro."

"mas atrás das mulheres, das representações e do mundo, oscilava um sentimento que era mais forte que todos os outros. só os homens conhecem esse sentimento. chama-se amizade."

"mas o homem é assim, como vês, e mesmo com inteligência e experiência pouco pode fazer contra as obsessões teimosas da sua natureza."

"lembei-me das palavas do meu pai, que não lia livros, mas a quem a solidão e a vida tinham ensinado a conhecer a verdade."

"só através dos pormenores podemos perceber o essencial, aprendi assim nos livros e na vida."

"só penso que conhecer a verdade, adquirir experiências, de nada serve, porque ninguém consegue mudar o seu carácter."

"parece que uma pessoa aguenta tudo enquanto a sua vida tiver algum sentido."

"afinal, uma pessoa sempre responde com a sua vida inteira às perguntas mais importantes."

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ab

1 comentário:

Nuno Freitas disse...

Amigo Bento. Ainda sou muito novo para conhecer a solidão, e para ter vivido uma vida que me permita conhecer a verdade, e muito menos o verdadeiro carácter ... mas até ver, este tem sido o "meu" livro. Duro no Sentir, mas Leve no seu Viajar. Creio que falámos dele no primeiro e único jantar que tive o privilégio de privar contigo. Aquele Abraço. Nuno Freitas.