domingo, 29 de novembro de 2009
Bradicardia
sábado, 28 de novembro de 2009
Neblina - metereológica e mental

sábado, 21 de novembro de 2009
Treino Escandinavo
este post será mais sobre a cidade de malmoe - o nosso destino - e a experiência da viagem, do que propriamente sobre corrida. mas a corrida está e esteve presente e assim foi, também, desta feita.
malmoe foi o destino onde chegámos na 3ªf de tarde. tivémos uma 1ª sensação estranha: pelas 16h anoiteceu. praticamente a meio de um dia de trabalho português. :). os dias nesta fase do ano amanhecem como cá pelas 7h30m e anoitecem muito cedo.
o trabalho começa entre as 7 e as 8h e termina pelas 16 ou 17h, em média.
janta-se cedo entre as 18 e as 19h30m, e a malta segue cedinho para a cama.
simpatia: uma primeira nota - a simpatia e sentido cívico dos habitantes, do colectivo. a certa altura estavámos já perdidos, com um mapa na mão a tentar encontrar o malmoe massan, o centro de convenções, quando um homem de mochila às costas parou sem que tivéssemos pedido ajuda, nos perguntou do que precisávamos e nos indicou o caminho.
bicicletas: malmoe é uma cidade plana. toda a gente, quase, anda de bicicleta. nas ciclo vias têm-se prioridade sobre os carros. os níveis de poluição pareceram naturalmente, baixos. mães com crianças de colo atrás nas bicicletas, pais, filhos no regresso das escolas, avós, casados, solteiros, novos, velhos, loiros, morenos (os que existem :), enfim, todos utilizam a bicicleta como se fosse parte do seu corpo.
parque de estacionamento de bicicletas perto da central station
parque de estacionamento de bicicletas numa das praças centrais
saúde: não estranha que as silhuetas se mantenham esbeltas, que todos apresentem um ar saudável, que se poupe muita energia, muito dinheiro e muito tempo. um verdadeiro espectáculo. e as bicicletas não são nada de luxo, são normalissímas, quase diria, até, para os nossos juízos de valor, parolas. é isso, os suecos, preferem a vida saudável e a qualidade de vida, às marcas, ao exibicionismo e show off, à necessidade de ter o último modelo. escolhas ... acertadas, em meu entender. por outro lado, a cidade é limpa, não se vê lixo nas ruas, a organização é muita, e esse facto permite-nos ter confiança. em malmoe come-se bem, comida típica condimentada, sobretudo à base de peixe. a carne assume igualmente uma elevada importância e é bem cozinhada, com molhos e sabores intensos. existem restaurantes para todos os gostos e umas tapas calharam mesmo bem na última refeição nocturna.
segurança: senti-me smpre muito seguro. a qualquer hora do dia ou da noite nunca pairou qualquer especie de "feeling" mais inseguro. muito bom, muito boa onda.
mesmo quando alguns têm que seguir pelas portas das traseiras :)
multi-culturalidade: na cidade vêem-se muitas "cores". predomina o típico loiro escandinavo, mas conseguimos ver pessoas oriundas de todos os cantos do planeta. uma invariante: nos táxis predominam os motoristas de origem muçulmana - quase todos sem excepção. nos hotéis vê-se sobretudo, entre o pessoal da limpeza, as origens africanas.
organização: já referi que tudo está bem organizado. é claro que existem pequenos atrasos nos autocarros, que há obras que perturbam ligeiramente a circulação normal nas horas de ponta, não há a perfeição a 100%. mas anda lá muito perto.
3 exemplos:
- pedir um táxi na recepção do hotel; referem-nos que será feito através da internet, que é mais rápido. 1 minuto depois o táxi está à porta do hotel. no táxi, para além do gps, temos uma ligação electrónica que permite pagar com cartão, receber o talão saído da máquina. o preço é geralmente determinado aquando do início da "corrida", mediante as tarifas pré-definidas.
- recibo de viagem. não foi pedido numa das viagens. no dia seguinte refere-se esse pormenor a um taxista da mesma frota. no final desse dia no hotel surge um fax com o recibo anexo.
- frio de noite. dormir com 2 edredãos, um de cada cama do quarto. no dia seguinte, sem que tivesse sido solicitado, está um aquecedor no quarto, pronto a ser utilizado.
para além de organização chama-se qualidade de serviço.
nível de vida: não notei grandes diferenças nos preços, quer de restauração, quer de roupa, por exemplo, face aos nossos. alguns bens de consumo menos essencial, como algumas bebidas, são mais caros, mas um prato de peixe ou de carne, são apenas ligeiramente mais elevados (entre 9 a 12 euros em média). o mesmo se aplica aos bilhetes de autocarro e de comboio.
uma 2ª nota: wireless em todos os quartos de hotel, à borlix, sem qualquer problema. um bom investimento
(nota: a conferência era de e-gov. portugal saíu reforçado da conferência, com 1 primeiro lugar numa das categorias e com várias menções ao longo das sessões (uma em particular foi um enorme motivo de orgulho, pois o simplex, o caso do magalhães e o wireless nas escolas, foram 3 exemplos citados por um dos gurus do management - don tapscott, que escreveu um excelente livro chamado wikinomics). estamos na vanguarda a este nível do ponto de vista de projectos inovadores e de boas ideias, já com alguma implementação. mas, em termos de infra-estruturas, em termos comparativos, ainda temos que melhorar para massificar o acesso à net, suportadas pelo novo potencial da fibra e do wireless.)
treino: para terminar e antes de mais uma série de fotos, o treino. andei 3 dias em agonia :) a pensar que não treinaria em malmoe. mas lá chegou a hora. foi na 6ªf, último dia, pelas 6 a.m. esqueci-me da lycra e pensei que seria pior. estariam uns 2 ou 3 graus. mas como é perto do mar, acaba por ser um frio gerível. bem artilhado de nike pro, uma t-shirt e um polar lá segui para 50 minutos de deleite (ainda) nocturno. circulei sempre junto aos canais, num percuso de ida e volta até zonas mais residenciais, ligeiramente mais longe do centro, onde estávamos hospedados. no regresso começou a notar-se o movimento, alguns carros, autocarros e bicicletas que iniciavam a hora de ponta. um prazer, conhecer uma cidade, de noite, também à custa da corrida. não me cruzei com nenhum corredor, mas houve dias em que ao final da tarde lá os via, 2 ou 3, com os seus impermeáveis fluorescentes, a galgar quilómetros. mas naquelas bandas é mais bikes!!!
Ah, e os teclados são quase iguais aos nossos, com a falta do "ç" - nunca o cê cedilhado me havia feito tanta falta :)))
sábado, 7 de novembro de 2009
Puro Orvalho, Simpatia e Doberman

sábado, 31 de outubro de 2009
TT - Treino de Trilhos
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Grato ao blogue

sábado, 24 de outubro de 2009
Injecção de adrenalina


domingo, 18 de outubro de 2009
Corrida do Monge

encontrei o nuno k. no mercado de cascais após ter feito o maravilhoso percurso pela marginal desde caxias até cascais.
no estoril, com o trânsito cortado devido ao triatlo do estoril, tive tempo para seguir rumo ao monte do estoril e aí recordar os tempos em que por lá passava, se não todos, quase todos os dias:
- o jardim dos passarinhos, o hotel saboia, as traseiras do antigo hotel estoril sol, a avenida de sintra, o espaço da antiga escola preparatória nas traseiras do pão de açucar de cascais, actual jumbo, , com as suas salas e pré-fabricados, onde fiz o antigo 1º ano do ciclo preparatório, enfim ... boas recordações.
direitos a janes chegámos em 5 minutos. estacionamento fácil, levantamento dos dorsais, cumprimentos à célia e à cecília. um pouco mais tarde a família leal, com um corredor que hoje descobriu o seu verdadeiro talento de "montanheiro", o ricardo, e os corajosos caminheiros, que iniciaram as lides num caminhada difícil e que, portanto, só podem ter um futuro risonho nestas lides.
a corrida não tem nada que enganar:
- os 4 primeiros quilómetros sempre a subir, onde me deixei ficar naturalmente para trás e fui com a excelente companhia da célia, cecília e sousa. o percurso sempre bem marcado, os abastecimentos no local certo, muita simpatia e os membros da organização sempre prestáveis a indicar o caminho, aliás bem sinalizado por setas no asfalto quando era o caso. as sombras a permitirem-nos defender do calor que se fazia sentir. a vegetação apetecia ...
- os segundos 4 quilometros sempre a descer, a bom ritmo, com algumas cautelas, até, tal era a inclinação nalguns pontos e os ramos e pedras que traziam algum perigo ao percurso.
- do 8º ao 9º quilómetro a monumental parede (uma parte na imagem em cima), que nem com um camião é fácil de subir. dura, mas lá a galgámos com vontade.
- até ao final novamente sempre a descer. ainda tivémos direito a um engano, passámos uma fita que ocupava 2 metros ligando 2 árvores, não a vimos, tal era a vontade de descer, e tivémos que voltar para trás 100 metros mais à frente, mas nada de complicado.
cortámos a meta juntos, em perfeita sintonia. 1h34m após a partida.
adorei a corrida, conto voltar.
o meu grupo foi excelente, bons conversadores, muito boa disposição, já vai sendo um hábito e está-se muito bem na cauda do pelotão. senti-me muito bem hoje.
no regresso esperava-me um fondue em casa, altamente adequado após uma prova desta natureza :)))
a coluna portou-se lindamente, desta feita aqueci muito bem e nem com as descidas a pique houve sensações "perigosas". muito motivador.
até breve e boas corridas.
ab
p.s. - será que os primeiros passam pelos paredões a correr??? se sim, grandes pernas e grandes caixas têm no corpinho! a minha admiração total!!!
sábado, 17 de outubro de 2009
As paredes
alguns compromissos mais exigentes têm condicionado a disponibilidade.
o tratamento com as agulhas corre bem, estou rendido ao efeito, para já generalizado.
numa abordagem preventiva, nas próximas 10 semanas que faltam para terminar o tratamento, não irei andar em grandes quilometragens.
consegui no entanto realizar 2 "longos" (nesta fase assim os apelido) de 1h20 e 1h30, nos 2 últimos domingos.
esta semana não treinei :( e amanhã terei uma parede, ou melhor, uma família de paredes, para derrubar.
| Distância (metros) | Altitude (metros) | Inclinação (%) |
| 0 | 160 | - |
| 500 | 209 | 9,80% |
| 1000 | 227 | 3,60% |
| 1500 | 259 | 6,40% |
| 2000 | 315 | 11,20% |
| 2500 | 347 | 6,40% |
| 3000 | 376 | 5,80% |
| 3500 | 392 | 3,20% |
| 4000 | 444 | 10,40% |
| 4500 | 472 | 5,60% |
| 5000 | 401 | -14,20% |
| 5500 | 339 | -12,40% |
| 6000 | 301 | -7,60% |
| 6500 | 264 | -7,40% |
| 7000 | 211 | -10,60% |
| 7500 | 167 | -8,80% |
| 8000 | 203 | 7,20% |
| 8500 | 312 | 21,80% |
| 9000 | 354 | 8,40% |
| 9500 | 324 | -6,00% |
| 10000 | 270 | -10,80% |
| 10500 | 231 | -7,80% |
| 11000 | 194 | -7,40% |
| 11500 | 160 | -6,80% |
num espírito muito turistico vou-me atirar a elas, sobretudo para desanuviar a cabeça dos ditos compromissos e para desfrutar da bela paisagem da serra de sintra.
a corrida do monge está aí!
até breve
ab
domingo, 11 de outubro de 2009
Votar ecologicamente
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Monja
"se fores sincero com aquilo que desejas, consegues alcançá-lo".
ab
domingo, 4 de outubro de 2009
As saudades do treino longo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Acupunctura
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
19-26-41-70
19 horas.
26 graus, autêntico fim de tarde de verão.
41 minutos.
70 % da fcmax.
muito suave.
muito bom.
prazer visceral!
ab
sábado, 26 de setembro de 2009
Regenerar a degenerativa
domingo, 20 de setembro de 2009
Mudança de Paradigma ou ... treinar melhor!

sábado, 19 de setembro de 2009
A Sombra do Vento
2004
dom quixote
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Porto - Red Bull Air Race
o fim de semana foi fantástico, embora infelizmente apenas gozado a 2, devido a uma pequena indisponibilidade do andré. o programa consistiu em kayak no sábado e red bull air race no domingo.
sábado eu e o rodrigo seguimos de manhã cedo para águeda, para os torneios abertos nacionais de canoagem, a última prova da época 2008/2009.
para além da bonita paisagem do rio, da arranjada zona ribeirnha de águeda e do saboroso leitão ao almoço (para mim, porque o rodrigo comeu massa :), fica o desapontamento pelas fracas condições do rio para a prova (muito estreito). os altetas devem ter sentido que a prova era de "wrestling kayak" e nao de apenas de kayak. não correu muito bem ao rodrigo nem a muitos deles, tendo corrido naturalmente bem a outros - o desporto e a vida, sempre em sintonia :)
após a prova, já ao final da tarde, rumámos a estarreja onde pernoitámos num hotel que recomendo - o eurosol hotel de estarreja. muito, muito agradável.
jantámos no hotel, quais 2 homens graúdos (para meu grande orgulho diga-se!!!) e lá descansámos das competições.
a zona está bonita e os edifícios arranjados.
na zona ribeirinha de gaia, diferente de há 2 anos quando aí percorremos a maratona do porto de 2007 (nessa altura em grandes obras de requalificação), deparámo-nos com uma paisagem estrondosa: do lado de gaia tudo arranjado. do lado do porto, a beleza da invicta.
adoro o porto e apesar de continuar a ter muitas dificuldades de orientação (nunca sei bem onde me encontro), o mesmo se aplicando a gaia, sou fascinado quer pela margem norte, quer pela margem sul do douro.
o espectáculo foi muito bonito e atractivo. senti a mesma adrenalina que na 1ª vez em que entrei no autódromo do estoril para ver uma corrida de fórmula 1. estes pilotos são verdadeiros atletas, extraordinariamente competentes.
entre as corridas, as várias demonstrações de aviões antigos, aviões comerciais, helis salva vidas da marinha, caças, etc., foram um gostinho.
e estar no meio de centenas de milhar de pessoas, junto ao bonito rio douro, num dia limpo e encalorado, numa mistura de sotaques, personalidades, cheiros, atitudes e comportamentos, afinal, uma pequena amostra da diversidade e riqueza humanas, foi espantoso.
e ainda pudemos assistir a uma demonstração da verdadeira qualidade de serviço, dada pela "nelita" uma senhora que, com o marido, gere os cachorros e bifanas numa carrinha e que apenas tem sorrisos e despacho para presentear os clientes. sempre com uma palavra simpática e com uma atitude profissional, sem stresses.
maravilhoso! e o negócio assim crescia ao longo do dia, a olhos vistos.
para o ano contamos estar de volta, até porque não foi nada da confusão que todos os meus amigos que já haviam ido me tinham prognosticado.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Pais de Atletas
desde sempre, por motivos essencialmente profissionais, habituei-me a ver os meus pais longe das provas e dos treinos de natação. foram muitos anos, mais ou menos 12, de natação competitiva, o que equivale a dizer, e por vezes afirmei-o em jeito de brincadeira, que via mais vezes o meu treinador do que o meu pai.
hoje, com a distância que os anos e a maturidade (a possível pelo menos) conferem, entendo que essa ausência me marcou pela positiva. é claro que há uma zona de “não partilha” que ficou para o resto da vida e que não teve volta.
partilhei, sobretudo com o meu pai, como espectador, as longas e inesquecíveis tardes de domingo, onde íamos ver a futebolada, com basquete, ou andebol, ou hóquei ou ainda voleibol a seguir aos jogos, no antigo estádio da luz. afinal de contas, havia sempre espaço para a partilha e quanto a espectáculos televisivos, também estávamos em sintonia. o desporto sempre nos marcou pela positiva e sempre nos deu campo para a partilha.
arredado dos tempos de adolescente, quase a entrar na idade adulta, os desportos competitivos deram lugar às brincadeiras com amigos, claramente mais dependentes da extensão das noitadas do que da prática sistemática. ainda assim, como espectadores lá continuávamos ombro no ombro (ressalvo aqui que esta história é sempre a 3, pois o meu mano também é um apaixonado pelo desporto e também praticava exercício embora não federado, estando connosco como espectador nas várias manifestações desportivas).
recentemente e com a entrada da criançada neste mundo do exercício e do desporto federado, assumi um novo papel, o de pai de atleta.
talvez com a memória fresca das ausências paternas, tentei desde sempre estar presente incentivando a prática das crianças, jogando e brincando com eles nas várias modalidades, e deixando-os beber da extraordinária escola do desporto, que alicerça as boas raízes do desenvolvimento.
há algo que sempre me (nos) guiou: nunca, nunca mesmo, interferir nas matérias técnicas e nos conflitos quotidianos, normais, entre treinador e atleta/filho.
entendo(emos) o papel dos pais como de motivador dos filhos para a prática e de facilitador, quando necessário na relação treinador /atleta. acresce, claro, o papel interventivo, em conjunto com o treinador, nas matérias do desenvolvimento dos jovens e sempre que há necessidade de “alinhamentos”.
quanto ao resto – interferência, pressões e chantagens junto do treinador, postura “lambe-botas”, fonte de tácticas paralelas para dentro dos campos, pistas, piscinas, fonte de posturas agressivas com que muitas vezes vejo os pais incentivarem os filhos: “vai à bola com mais força”, “ataca-o”, "encesta como sabes", "és capaz de muito mais do que isso", “dá-lhe”, “remata mais vezes pois só assim vais marcar”, “não tenhas medo deles, vai-te a eles”, …, e outras que tais ... estamos falados!
mais acima referi que há coisas que não mudam.
efectivamente, e perante o distanciamento a que me obrigo durante os treinos – ou estou a correr para aproveitar esse tempo, ou estou afastado a ler, ou chego apenas no final do treino, já em cima, porque não consegui chegar antes, agenda “oblige”, e igualmente durante as provas – incentivo muito, estimulo, mas não me intrometo em assuntos e discussões entre treinador e atletas/filhos (é claramente do seu foro relacional), continuo a observar que uma percentagem dos pais tende a intrometer-se em vários tipos de questões:
- na relação dos filhos com o treinador
- nas questões organizativas dos clubes, querendo dialogar e meter a colher em questões de deviam ser meramente gestionárias
- na vertente técnica, como se soubessem tanto ou mais do que o treinador e como se meia dúzia de anos a assistir aos treinos e competições dos filhos conferissem as acreditações necessárias para ser especialista em matéria de treino desportivo e de orientação de jovens atletas.
esta questão parece-me ainda mais relevante quando assisti e continuo a assistir a muitos miúdos que desistem do seu desporto devido a esta interferência e a não ser respeitado, pelos pais, o espaço próprio da relação entre pais e atletas.
acresce, ainda e “the last but no the least” a gritante e generalizada falta de formação dos dirigentes desportivos para lidarem igualmente com este tipo de situações. poderiam e deveriam ser, num primeiro momento, um canal de comunicação e de separação de águas entre treinadores/atletas e pais. mas não! são efectivamente mais um conjunto de actores que, em meios que se tornam objectivamente “familiares”, pitorescos e que replicam as dinâmicas “lá de casa”, contribuem para a pequenez com que se desenvolvem jovens no meio das confusões que medram na cabeça dos adultos.
quais as razões para estes pais e dirigentes se continuarem a intrometer?
- cidadãos frustrados por nunca terem sido atletas?
- profissionais frustrados pelas angústias e decepções da vida profissional, e que replicam fora das horas de trabalho os comportamentos e atitudes que gostariam de ousar ter no seu local de trabalho?
- pessoas que necessitam de protagonismo, de atenção, e que agem querendo reinar a qualquer preço?
- pessoas que continuam a pensar que uma boa forma de educar é substituir a meritocracia pelo jogo de influências, pela cunha, pelo “poderzinho” de poder proporcionar condições diferentes pela proximidade com o nível de decisão clubístico?
o curioso é que raramente vejo pais que foram ou ainda são praticantes de exercício / desporto, adoptar estes comportamentos e posturas.
talvez porque sabem que as derrotas têm tanta ou mais importância na formação do carácter como as vitórias. e talvez, por saberem que a escola do desporto é isso mesmo: deixar um atleta crescer no seio das equipas, com um espírito solidário, mas sem camuflar os medos, angústias, decepções, fracassos.
no desporto como na vida ganha-se e perde-se, passa-se do alto ao baixo e vice-versa.
http://raia7.wordpress.com/2006/08/20/10-mandamentos-para-os-pais-de-atletas/
Próximos desafios

haja vontade e gestão da agenda para treinar como deve ser!
abraço
ab
