sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Treino de Natal

hoje pela manhã cedo corri 53 minutos.
gosto de correr no dia de natal: geralmente está frio, como hoje, os caixotes do lixo transbordam dos consumos da consoada, como hoje, as ruas estão quase desertas, como hoje.



por vezes o sol aparece, o que não foi o caso de hoje. do treino de hoje retenho ainda o verde, lindo, intenso, de uma beleza quase violenta, com que a mata do jamor e a relva e erva em redor da pista de canoagem se trajaram para este dia natalício.


saído de casa pelas 8h30m rapidamente percebi que estava nos meus dias.
o cardio baixito, o frio com que tanto gosto de correr, as ruas de linda-a-velha quase desertas.
subi a rua da escola secundária agora chamada professor augusto lucas (em homenagem a um seu director durante 20 anos, entretanto falecido, e que há 1 semana deu nome à 1ª são silvestre de linda-a-avelha) e rumei à mata do jamor.

nas ruas silenciosas, algumas pessoas esperavam os autocarros, outras passeavam os cães. alguns cães ladravam-me, felizmente do lado de dentro dos portões das moradias e vivendas. no cruzamento perto da igreja o semáforo estava encarnado. eu seguia no meio da rua, sem carros. virei em direcção ao centro de linda-a-velha, parte velha.
na corrida nunca há semáforos encarnados. continuamos sempre em frente.

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no centro de linda-a-velha, velha, uma camioneta da câmara municipal de oeiras recebia as caixas de cartão empilhadas ao lado dos contentores do lixo, das mãos de homens e mulheres para quem o natal é sinónimo de trabalho.
perto do solplay rumei à mata do jamor para descer até à canoagem. pelo meio da lama e do verde do caminho, senti-a só minha. o parque aventura do jamor aguardava os aventureiros, talvez para próximos dias, e descansava neste dia de sossego.

na zona do ténis comecei a ver 1, 2, 3, 4 atletas. cada qual com seu ritmo, lá nos fomos cruzando e desejando um feliz natal com um sorriso cúmplice de quem goza o natal e mais qualquer coisinha com uma corrida matinal. na canoagem desejei feliz natal a um outro companheiro e ainda brincámos, sorrisos estampados, pois a pista era só nossa, uma calmaria absoluta, rodeada de verde, o tal, intenso e belo.

no regresso foi sempre a subir, pelo mesmo caminho, no meio do verde, das folhas outonais caídas e em descanso e das pinhas (que pinhas tão pequenas, será que já não existem pinhas como antigamente ???). no centro de estágio ao pé da fmh o silêncio reinava, ou porque não estivesse ninguém, ou porque quem estivesse, estaria talvez a dormir.

de novo em linda-a-velha, no café dona bica reinava já mais animação. começava a notar-se movimento na freguesia. lá tive que levar com o fumo de 2 autocarros, mas até casa, sempre a descer, ainda tive tempo de limpar as vias respiratórias, inspirar o ar fresco e terminar o treino feliz e grato:

- por existir, por poder desfrutar de uma corrida no meio da natureza, por sentir o dia de natal como um dia sobretudo de paz, primeiro comigo durante a corrida e depois junto dos meus.

um feliz natal para todos.
ab

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