

saído de casa pelas 8h30m rapidamente percebi que estava nos meus dias.
na corrida nunca há semáforos encarnados. continuamos sempre em frente.

no centro de linda-a-velha, velha, uma camioneta da câmara municipal de oeiras recebia as caixas de cartão empilhadas ao lado dos contentores do lixo, das mãos de homens e mulheres para quem o natal é sinónimo de trabalho.
perto do solplay rumei à mata do jamor para descer até à canoagem. pelo meio da lama e do verde do caminho, senti-a só minha. o parque aventura do jamor aguardava os aventureiros, talvez para próximos dias, e descansava neste dia de sossego.
na zona do ténis comecei a ver 1, 2, 3, 4 atletas. cada qual com seu ritmo, lá nos fomos cruzando e desejando um feliz natal com um sorriso cúmplice de quem goza o natal e mais qualquer coisinha com uma corrida matinal. na canoagem desejei feliz natal a um outro companheiro e ainda brincámos, sorrisos estampados, pois a pista era só nossa, uma calmaria absoluta, rodeada de verde, o tal, intenso e belo.
no regresso foi sempre a subir, pelo mesmo caminho, no meio do verde, das folhas outonais caídas e em descanso e das pinhas (que pinhas tão pequenas, será que já não existem pinhas como antigamente ???). no centro de estágio ao pé da fmh o silêncio reinava, ou porque não estivesse ninguém, ou porque quem estivesse, estaria talvez a dormir.
de novo em linda-a-velha, no café dona bica reinava já mais animação. começava a notar-se movimento na freguesia. lá tive que levar com o fumo de 2 autocarros, mas até casa, sempre a descer, ainda tive tempo de limpar as vias respiratórias, inspirar o ar fresco e terminar o treino feliz e grato:
- por existir, por poder desfrutar de uma corrida no meio da natureza, por sentir o dia de natal como um dia sobretudo de paz, primeiro comigo durante a corrida e depois junto dos meus.
um feliz natal para todos.
ab
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