sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Porto II - lições aprendidas

1 – o programa de 18 semanas de treino é bom e dá confiança, para além de nos deixar fisicamente preparados
2 – com 4 treinos/semana o fundamental numa maratona é gerir o ritmo e começar com prudência, abaixo do ritmo desejado. mais à frente logo se verá. a prova é bastante longa para “deslumbres”.
3 – quando a hora da prova é igual à hora de final de treinos matinais habituais é importante reavaliar a indumentária e ajustar o esforço ao calor
4 – o fato de treino e a sweat shirt logo de manhã na saída do hotel foram decisões sábias para não rapar a brisa matinal na maravilhosa cidade do porto
5 – tentar escolher melhor as “lebres” e perceber as metas finais (colei-me em função do ritmo a que seguíamos e nem indaguei quais os objectivos finais – podia ter poupado algumas dores e ter tido companhia durante mais tempo)
6 – há sempre mais um limite e mais um buraco negro onde podemos entrar. se a situação parecer bera é melhor tentar rir e seguir em frente. o pior pode já ter passado e não vale a pena embrutecer a cabeça a pensar na dor do momento.
7 – apesar deste último ponto é também importante perceber que uma maratona vale o que vale, mas não vale prejudicar a saúde para além de um determinado limite. a maratona é apenas umas das coisas que nos dá pica na vida. uma de entre muitas.
8 – tirar o dia seguinte de férias faz bem à alma e ajuda a tomar a decisão de fazer a próxima maratona

acções imediatas
1 – 3 semanas de repouso activo, com caminhada e natação. a bicicleta é porreira para as pernas mas não ajuda assim tanto a coluna lombar.
2 – a próxima maratona será na primavera. londres se conseguirmos entrada. caso não dê, há 2 alternativas (ainda por discutir no seio do gafe)
3 – manter o plano das 18 semanas, desta vez com 5 treinos semanais (é mais um desafio … à agenda ;-)
4 – os objectivos para a maratona de londres serão definidos no dia 1 do plano de treinos. até lá será tempo de reflexão, reaprendizagem, regresso à corrida e avaliação de recursos físicos, técnicos, tácticos e logísticos

5 – desfrutar sobretudo do prazer de correr. as metas são importantes mas o prazer é a meta final, a mais importante de todas

3 comentários:

Luis Correia disse...

amigo, acabei agora de ler todo o teu blog. confesso que fiquei exausto!

sim, porque deambular pelos reconditos dos pensamentos de um 'atleta' cansa.

mesmo sendo tartaruga, chegas garantidamente onde muitos outros 'pseudo-lebres' nunca pensariam em chegar.

a força de vontade pura é o que nos leva a prosseguir em frente, apesar de todos os obstáculos que a sociedade teima em nos ir lançando á frente.

serves assim de exemplo de que, do nada se consegue tudo.

força! continua, nós cá estamos para te apoiar!

um forte abraço!

nadais disse...

antónio,

gostei das dicas.

utilizarei-as.

valeu!

nadais

Anónimo disse...

Obrigado por Blog intiresny