sexta-feira, 18 de julho de 2008

Le Tour

sou um apreciador atento.
http://www.letour.fr/fr/homepage_courseTDF.html

gosto de ver as etapas de montanha e os contra relógio.

o tour tem tudo o que há de belo em certos desportos competitivos: a superação, o trabalho de equipa, as paisagens - belas, belas.
o reverso da moeda é o inferno do doping, a descrença e tristeza dos adeptos, ludibriados pelas brilhantes prestações artificialmente apoiadas.

há dias descobri o ricardo ricco, italiano, a galgar um tour extraordinário.
hoje o p. alves disse-me que já tinha "ido" com o doping. fiquei triste. aquelas subidas e todo o esforço e todo o espectáculo cativam-me e especam-me perante a televisão, à noite, a ver os resumos.
mas assim não! motiva muito menos.
outros valores se continuam a levantar, mesmo depois de nas últimas décadas ter evoluído o controlo e terem sido penalizados inúmeros ciclistas de 1º plano. nem assim!
malditos "trocos".
ab

4 comentários:

Pedro Alves disse...

Olá,

Deixo-te aqui um post que um dia destes escreve por causa disto do Dopping"
O dopping faz-se sempre confusão...
O que me parece é que esta coisa do ciclismo sem dopping ser um sonho é caricata.
O dopping e o ciclismo profissional convivem e é por demais evidente que não preciso chegar às equipas do pro tour para se concluir que o drama é omnipresente. Umas vezes às claras outras nem tanto.
O jogo do gato e do rato que se vive é uma forma hipócrita de lidar com o problema. Claro que agindo de outra forma deixaria de existir ciclismo como o conhecemos.
Se se tomassem medidas fortes e definitivas perante os infractores (equipas, responsáveis e atletas ), como por exemplo banir todos os envolvidos, não só os atletas, de voltarem a competir. a situação mudava certamente.
Não é preciso ser adiantado mental para encontrar medidas pragmáticas para lidar com este problema. A questão é que deixávamos de ver atletas fazer médias 38km/h em etapas de alta montanha... Mas é precisamente esse espectáculo que cola as pessoas à televisão e à borda da estrada, o Santo Grall dos patrocinadores que hoje estão no ciclismo e amanhá noutra actividade que lhes dê visibilidade pois para eles o ciclismo é um negocio, bem como para as equipas. Em todos os "negócios" há bons e maus profissionais.
Quando as regras são promiscuas e nebulosas passam TODOS a ser vistos como os maus...

Pedro Alves disse...

Olá de novo,

Ainda sobre este tema...

Acho que pode haver uma grande diferença entre quem gosta de andar de bicicleta e quem gosta de ciclismo. Eu cada vez mais faço parte do 1º grupo.

Boas corridas.

Anónimo disse...

check this one... http://fora-de-cena.blogspot.com/2008/07/antnio-bento.html
:-)

JP disse...

Caro amigo, não o conheço mas queria que soubesse que gosto muito de "passar" por aqui e ler os seus desabafos. Temos várias coisas em comum. Queria dizer-lhe que tenho casa na Assafora, uma aldeia da freguesia de S João das Lampas. Treinei lá os últimos 8 dias e aquilo vai ser duro, muito duro! Fui fazer uma parte do percurso com o meu primo que é de lá mas é do ciclismo e as rampas são imensas e as descidas dão que fazer aos músculos, mas vou também estrear-me lá, se tudo correr como quero e se seguir o "plano" que saquei e adaptei. Mas ali é preciso muito estofo, vou encarar esta prova como um excelente treino para fazer um bom tempo na Vasco da Gama.Bom tempo para mim, claro, corredor de pelotão há 14 meses...
Um abraço e boas corridas
João Paixão
http://soparonalua.blogspot.com/